For all the people Who Pray For The Rev and believe with the heart that angels NEVER die. Jimmy is our... foREVer




Voe alto, querido amigo.
+
c
acabou a fanfic?? :'(
Anonymous

Acabou a primeira, apenas! Mas hoje eu vim comunicar que dia 22/08 começa a segunda Fanfiction Pray For The Rev. Quem vai escrevê-la ainda será eu. Aguardem c:

Capítulo 23: O fim.

Estava presa em uma escuridão que parecia não ter fim. Seria o fim de minha vida? A última coisa que me lembrava, era de ouvir Matt chamando por meu nome inúmeras vezes, enquanto eu estava caída no chão sem conseguir respirar. Eu não sabia onde estava. Parecia um quarto escuro, não conseguia ver nada, e nem tocar nada ao meu redor. Ainda estava tentando entender algo, quando o chão se abriu, e comecei à cair em um abismo que não tinha fim. O fim da vida? Talvez. Um sonho? Quem sabe. Eu gritava em desespero, e eu gritava o nome de meu amado, como forma de resposta para as diversas vezes que ele me chamou e não pude responder. Comecei a pensar se tudo havia acabado ali, se tudo que havia sofrido para ficar com Matt havia sido em vão, e no meio desses pensamentos, resolvi não deixar que aquela história se acabasse ali. Eu não ia deixá-lo sozinho. Eu não iria morrer. E assim como Matt me salvou de uma solidão sem fim, um clarão surgiu como um intervalo naquele abismo, e me segurou, não me permitiu cair mais. Era uma segunda chance para que eu pudesse completar minha vida com a de Matt. Senti meu coração bater forte, e fui puxada em direção à aquela luz, abrindo os olhos em um quarto, aparentemente de hospital, no qual eu estava sozinha. Minha visão estava totalmente embaçada, e demorou um pouco para finalmente se estabilizar. Me levantei da cama, e comecei à ouvir a voz de Matt, aparentemente marcada por choro. Me deixei guiar por ela, e a segui, abrindo a porta do quarto e andando até o final do corredor, onde me deparei com a cena de Matt chorando incessantemente, abraçado por Jimmy que tentava consolá-lo por alguma coisa. Me encostei em uma porta que estava aberta, afim de me esconder e ouvir o por que daquele choro. 

-Eu a perdi, Jimmy, eu a perdi.- Ele dizia.

-Nada foi culpa sua,Matt… E ela vai ficar bem.- Jimmy o abraçava forte.

-Se ela morrer, eu juro, eu mato a Kenadee, eu a mato, James. Eu juro, por mim, eu posso ser preso, mas vou vingar a Valary…- Ele soluçava.- Ela é minha vida… Se ela se for, eu me vou também. Eles disseram que o pulmão dela foi muito atingido… E que ela não tem muita chance.

Naquele momento, eu pude entender. Matt estava chorando minha morte, que ainda não havia acontecido,mas que poderia acontecer a qualquer segundo. Eu sai lentamente de trás da porta, sendo percebida logo de primeira por Jimmy, que logo abriu um enorme sorriso.

-Matt…- Jim apontou para mim.

-Oi,amor.- Sorri, com os olhos cheios de lágrimas, por perceber mais uma vez que ele realmente se importava, que ele realmente me queria ao seu lado enquanto ele estivesse vivo.

-Valary!- Ele veio correndo ao meu encontro e me abraçou, como se fosse a última vez que pudesse me ter em seus braços.- Eu fiquei com tanto medo de a perder…

Assim que ele completou a frase, não pude a responder, por que meus pais e Michelle vieram correndo ao meu encontro, me abraçar. Meu pai estava chorando, e foi a primeira vez que vi aquilo acontecer. 

-O que está acontecendo aqui?- Eu disse, rindo.

-Você teve o pulmão muito afetado pela fumaça, e segundo os médicos… Seria um milagre você sobreviver.- Minha mãe disse, sem me soltar de um abraço que estava quase me matando.

-E a Kenadee?- Eu me voltei para Jimmy, que era o único que a conhecia como ninguém, a ponto de ter um segredo sobre ela que deixava-a preocupada ao extremo.

-Ela foi presa por tentativa de homicídio. O envelope que eu tinha, era apenas a identidade dela. Kenadee era procurada pela polícia por diversos crimes, dentre eles, homicídios. Ela tinha aquele distúrbio que a fazia aparentar ser mais nova sempre, ela não envelhecia de certa forma, e justamente por isso, uma estudante era o disfarce perfeito para ela. Então, quando soube que ela tentou matar você e o Matt, entreguei a identidade dela para a polícia, e eles logo a acharam. O nome real dela é Rachel. E o bom, é que agora vocês podem viver juntos sem se preocupar. Nem Jolie sabia da verdadeira Kenadee, mas agora sabe e acabou ficando ‘boazinha’, como um trauma.

Eu fiquei realmente assustada com aquela história. Eu sabia que Kenadee, ou Rachel no caso, queria acabar com meu namoro com Matt, mas não tinha ideia de que aquilo acabaria na morte de ambos. Naquele momento, eu estava realmente surpresa, e de certa forma, aliviada. Com Rachel presa, eu poderia viver feliz ao lado de meu namorado, feliz e em paz.

-Aproveitando que seus pais estão aqui…- Matt segurou minhas mãos.- Eu quero fazer algo que já deveria ter feito. Somos novos, Valary, eu sei. Mas não é a idade que vai me impedir de ficar com você eternamente. Você é tudo que eu sempre quis, e eu não conseguiria me perdoar se um dia a perdesse. Eu não sei quando vou morrer, isso é óbvio, mas eu sei que todos tem que morrer alguma hora, e se eu não sei quando, eu quero ter certeza do como.- Ele se ajoelhou.-  Valary DiBenedetto, você aceita me fazer o homem mais feliz do mundo, se casando comigo?

-E-eu… Eu aceito.

E bem ali, naquele hospital, naquele corredor, eu vi minha vida renascer de cinzas. Eu vi meus problemas desaparecendo, apenas por estar ao lado de Matt. E no momento em que pronunciei “eu aceito” para ele, eu pude sentir, que eu recebi uma segunda chance de viver, para que eu pudesse ser feliz ao lado de quem eu amo, para que eu pudesse finalmente ter um sentido em minha vida, uma direção. E foi assim, que minha solidão teve um fim,e minha felicidade teve início.

19.10.2013 → reblog + 3 -
Capítulo 22: Dúvidas e Surpresas.

Eu ainda não sabia o que era a tal “surpresa” que Matt preparara, e era exatamente por isso que a curiosidade explodia dentro de mim enquanto andávamos pela rua, à caminho de minha casa. As mãos de Matt estavam bem quentes, ao contrário das minhas, que estavam incrivelmente geladas, porém colada a de Matt. Eu e ele tínhamos uma mania estranha de andarmos em silêncio na maioria das vezes, sem dizer uma palavra, apenas contemplando aquele momento em que podíamos estar juntos. 

-Quantas horas você vai pra minha casa, senhora Valary?- Ele disse, sorrindo.

-Não s…- Fui interrompida, de repente, por uma chuva muito forte.- Ah, maravilha!- Falei, colocando a mochila sob a cabeça.

-Vem cá.- Matt me colocou nas costas e correu até sua casa, que era no final da rua, por sorte.- Pronto.

Ele me colocou no chão,e apalpou os bolsos, a procura da chave. Enquanto ele abria a porta, uma voz soava em minha cabeça dizendo “pergunte logo qual é a surpresa!”, mas eu a mandei se calar, afinal, era uma surpresa, e por mais curiosa que eu estivesse, não podia estragá-la, devia esperar, pacientemente (ou não) até que Matt a revelasse.

-Não tem ninguém em casa?- Perguntei, reparando no silêncio dentro da casa de Matt.

-Não…- Ele disse, sorrindo.

-O que?!- Perguntei, tentando entender.

-Vem cá.

Ele me virou,de costas para ele, pegou algo,que eu sinceramente não sabia o que era, cobriu meus olhos, e me sentou no sofá. Assim como me lembro de que ele disse um “fique quietinha, estou terminando a surpresa”, me lembro da curiosidade que me engolia naquele momento. Já se passavam quase 5 minutos, mas pareciam 5 horas, e eu apenas ouvia passos de Matt de um lado para o outro, nada de palavras. Finalmente, ele pegou minha mão, me levantou, e me guiou até a uma porta. Tirou a venda de meus olhos e abriu a porta: aparentava ser o quarto dele, já que as paredes estavam cheias de posters de bandas como Metallica, Iron Maiden, Helloween e AC/DC, porém o quarto estava bem escuro, apenas iluminado com pequenas velas, que estavam espalhadas por todos os lados.

-Meu Deus do céu.- Eu disse, rindo.

-Surpresa.- Matt sorriu.

-Ficou lindo.- Entrei no quarto, olhando de um lado para o outro, tentando acreditar que ele tinha realmente feito tudo aquilo para mim.

-Como você.

Matt me puxou pela cintura, e me beijou. Entre um beijo e outro, conclui que a surpresa era um tempo sozinha com ele. Apenas eu e ele. Eu não sabia o que poderia acontecer, mas estava disposta à deixar acontecer, afinal, Matt era o homem perfeito para mim, e eu estava me sentindo segura com ele.

Matt me apertava forte contra ele, acariciando minhas costas. Então, senti suas mãos descerem levemente por minhas pernas, e eu segurei em seus ombros, o que foi uma boa ideia, por que nos desequilibramos e caímos na cama. Matt estava sob mim, tão próximo quanto nunca esteve, por que podia sentir sua respiração acelerando, a medida que nos beijávamos. Seus lábios se soltaram dos meus, e caminharam suavemente pelo meu pescoço, enquanto sentia suas mãos subirem pela minha barriga. Passei as mãos pelas costas de Matt por dentro de sua camisa, e a tirei. 

Estava tudo perfeito,até de mais. Entre um beijo e outro, comecei à sentir um cheiro estranho vindo do lado de fora do quarto, como se algo estivesse queimando. Não queria que aquele momento fosse interrompido, mas tive que fazê-lo.

-Matt… Tem alguma coisa queimando.- Disse, colocando a mão sob a cintura dele.

-É verdade… Cheiro de queimado.- Ele se virou, olhando para a porta.- Fique aqui, eu vou ver o que é.

-Se você for, eu vou.- Segurei a mão dele, o puxando antes que ele saísse do quarto.

-Não, pode ser perigoso, fica aqui.

-Não quero saber se é perigoso ou não.- Levantei.

-Está bem, vem.

Matt segurou minha mão e me levou até a cozinha, e todo o derredor da casa estava em chamas. Não havia como sair de lá sem ser totalmente queimado.

-Mas que inferno é isso?!- Matt disse olhando em volta.

Olhei ao meu redor, procurando algum modo de sair daquele lugar, tomada por um desespero sem fim. Avistei uma janela, que felizmente não estava tomada por chamas, na qual vi Kenadee acenar, com uma feição incrivelmente assustadora: seus olhos estavam marcados de preto, como se ela tivesse chorado, ou algo do tipo. Apontei para a janela, e Matt se enfureceu ao ver que Kenadee havia causado aquilo.

-Sua vadia! Eu vou te matar quando sair daqui!- Ele gritou.

Enquanto Matt gritava com Kenadee, a fumaça tomava o interior da casa, e comecei a sentir uma tontura que mal me permitia ficar em pé. Minha visão começou à se embaçar, e caí no chão. Permaneci acordada para ouvir Matt chamar meu nome diversas vezes, mas não tinha forças para responder, e simplesmente apaguei. E naquele momento eu tive a dúvida: Acabou aqui?

8.10.2013 → reblog + 5 -
Capítulo 21: Correspondida

Na realidade, eu não entendia por que estava com medo. Era algo tão estranho, eu me sentia segura, mas tão vulnerável ao mesmo tempo, como se eu pudesse ser destruída facilmente. Mas mais uma vez eu guardei aqueles sentimentos dentro de mim, apenas para mim, por que era mais seguro, e além disso, era um momento tão feliz, para quê eu iria estragar tudo por um medo bobo? 

Matt ainda me segurava no colo, quando Jimmy soltou Johnny no chão com tudo, o que não me surpreendeu em nada, por que eles eram sempre “carinhosos” um com o outro assim. Jimmy apenas ria de Johnny que se contorcia no chão por uma suposta dor nas costas. 

-Vamos gnomo, deixa os dois sozinhos.- Ele sorriu, levantando Johnny do chão.

-Vamos direto para um hospital, né?!- Johnny colocou as mãos nas costas.

-Ah, que mocinha… Vamos logo.

Jimmy apenas acenou, e desapareceu no fim do corredor com Johnny. Matt me colocou no chão, e me olhou fixo. Tão fixo, que pude sentir aquela conexão que tínhamos, pude sentir que mesmo depois de tudo, ainda tínhamos algo especial juntos. 

-Eu senti tanto sua falta…- Ele sorriu, com a mão sob minha bochecha.

-Foi por pouco tempo… Mas eu senti o dobro.

-Não acho…

-Como pode saber se quem sentiu foi eu?

-Por que, Valary Sanders…- Ele me puxou forte pela cintura contra ele.- Pra mim foi uma eternidade.

-Foi?- Sorri, e coloquei as mãos sob os ombros dele.

-Sim… Por que eu percebi, nesse tempo…- Matt colocou a mão em minha nuca.- Que não vivo sem esse sorriso mais.

Ele me puxou pela nuca, e mais uma vez, nossos lábios se colaram como se não fossem se soltar mais, assim como no nosso primeiro beijo. O tempo passa rápido, mas quando eu o beijava, parecia que o mundo parava, apenas para contemplar o momento. As mãos de Matt acariciavam meu pescoço, e eu sentia o coração dele bater forte, já que estava com uma de minhas mãos sob o peito dele. E aquilo era o significado de que eu era correspondida. Finalmente, correspondida. Sem decepções, havia esquecido o que ocorreu com Jolie, havia perdoado Matt, pelo o que poderíamos ser futuramente. 

-Quero que vá a minha casa hoje.- Ele disse, entre o beijo. 

-Por que? O que vai ter lá?

-Nada.- Ele riu.- Apenas vá.

-Tudo bem…- Sorri, um pouco desconfiada.

-Relaxa, não vai ter nada lá. É só pra ficar mais um tempo com você.

-Ah, tudo bem.

Durante o resto do beijo, fiquei pensando o que Matt estava tramando, afinal, não havia motivo algum para que ele não me contasse o por que de querer, assim do nada, que eu fosse à casa dele. Mas resolvi esquecer, deixar que fosse surpresa, como ele quisesse, afinal, nada poderia estragar aquele dia. 

Permanecemos nos beijando por mais alguns minutos, e assim que nossos lábios se soltaram, Matt segurou minha mão e andamos até a porta da sala, preparando um ao outro no caminho para mais dois cansativos horários escolares. Assim que eu e Matt entramos na sala de mãos dadas, lógico que Kenadee não deixou aquela cena passar sem me olhar torto, ou sem fofocar com Jolie alguma coisa. Mas eu não me preocupei nem um pouco. Caminhei até o fim da sala de mãos dadas com o amor da minha vida, sem medo algum, decidida à ter um futuro com ele. 

Os dois horários passaram muito rápido, o que foi perfeito para mim, já que estava quase explodindo de curiosidade para saber o que Matt estava querendo fazer. Assim que o sinal tocou, fui ao encontro dele, e saímos da escola. E ao sair, me deparei com algo que eu sinceramente não entendi: Michelle e Brian estavam aos beijos do lado da escola.

-É, ele não é veado.- Matt disse, rindo.

-Não mesmo.- Olhei para os dois.

-Então, vamos?

-O que?- Me distraí por alguns segundos, ainda olhando para Michelle e Brian.

-Embora, Valary.

-Ah, sim, vamos.

Andamos em direção à rua, e eu sinceramente mal podia esperar para chegar em casa e zoar Michelle, afinal, ela riu muito de mim quando comecei a namorar com Matt. Iria me vingar sete vezes mais do que ela poderia um dia imaginar.

28.9.2013 → reblog + 3 -
Hoje tem post novo?
Anonymous

Hoje?! Poxa, duck… Hoje não! Mas em breve!

Capítulo 20: Recomeço.

Continuei sem respostas, apenas com mais um mistério em minha mente, sem saber o que pensar. Matt havia me traído, e agora queria finalmente explicar aquilo. Devo admitir que esperava um discurso sem sentido algum,  em que Matt tropeçaria em suas próprias palavras o tempo todo, mas dentro de mim algo me dizia para que eu não criasse expectativa alguma, seja ela boa ou ruim.

Durante a aula, já era de se esperar que eu ficasse por 3 horários inteiros encarando o relógio. Neste dia, havia resolvido sentar nas primeiras carteiras, só pra garantir que meu olhar não se cruzasse com o de Matt de forma alguma, já que ele se sentava nas últimas carteiras, com Jimmy e os outros garotos.

Depois de algumas horas de tortura, quer dizer, aula, o sinal tocou. Senti aquele breve frio na barriga, peguei meus livros e me preparei para encontrar Matt. Me preparei psicologicamente e emocionalmente para não acreditar em qualquer coisa besta que ele dissesse, apenas por ainda o amar loucamente.

-Pequena grande Val. - Jimmy sorriu.- Dê uma chance para o Matt se explicar.

-Como você sabe que ele vai me explicar isso hoje?

-Ele me contou tudo enquanto você flertava com o relógio. - Jimmy riu. – Apenas dê a chance.

Fiz um gesto afirmativo com a cabeça, e saí da sala. Até chegar ao corredor, senti vontade de dar meia-volta e desistir de saber o porquê da traição, afinal, nada justificava uma mentira. Não é possível achar o certo dentro do errado, mas engoli minhas teorias, as guardei para mim mesma e continuei andando, em destino ao corredor.

De longe já podia ver Matt e aquela feição desesperada estampada em seu rosto. Me aproximei, fiquei na frente dele, e esperei o início do discurso.

-Oi…- Ele disse coçando a nuca.

-Começa a explicar. - Disparei, tentando evitar conversinha.

-Quando eu fui ao banheiro… Jolie e Lian me encontraram.

-E aí?

-Lian me disse que eu não podia ficar com você, simplesmente por que a irmã dele gosta de mim. Claro, disse que gostava de você e que pouco me importava o que Kenadee sentia ou não por mim. Mas ele ficou nervoso e… Disse que se eu não beijasse Jolie, para que você visse a cena e terminasse comigo, para que finalmente o “caminho” ficasse livre para Kenadee, ele iria chamar alguns amigos e…

-E o que Matt?

-Eu não sei o que eles poderiam fazer Valary… Eu fiz isso, eu beijei a Jolie, para te proteger. Eu mal posso pensar em eles te tocando… – Ele olhou pra cima, segurando o ódio. - Vou entender se não quiser ser minha namorada mais… Mas eles podiam até ter te estuprado, e eu nunca iria me perdoar. Me descul…

O interrompi com um beijo. Já havia ouvido o suficiente. Aquela era a prova de que ele realmente se importava. A prova de que Matt realmente me amava. Ouvi alguns passos atrás de nós, mas não dei a menor importância. O que importava era que eu estava ali, ao lado de Matt, novamente.

Quando nossos lábios finalmente se desgrudaram, olhei para trás, para verificar de quem haviam sido aqueles passos. Jimmy fingia um choro emocionado, e Johnny o olhava e repetia “você está parecendo o Brian”.

-Isso é tão emocionante!- Ele dizia, abraçando Johnny e quase quebrando o pobre coitado no meio. - Matt ainda vai ser o primeiro de nós a se casar! Ainda vou ganhar a aposta! Bendita Valary!

-Acho que vou sim. - Matt sorriu e me pegou nos braços. - Vai ser minha Valary Sanders.

-Podemos ir embora?- Johnny disse olhando para Jimmy.

-Por que meu querido gnomo?!- Jimmy o carregou nos braços, imitando Matt. - Vamos casar também!

Jimmy ria, enquanto Johnny se debatia nos braços dele. E ali, eu senti novamente que Matt era o melhor para mim. Mas o meu pesadelo teria chegado ao fim naquele momento?

18.9.2013 → reblog + 3 -
Amei o cap. 19.... esperando o cap. 20 *o*
Anonymous

Sairá em breve!

Agradeço mesmo à todos vocês que acompanhar a fic!

Capítulo 19: Lágrimas Escuras

Pela primeira vez em toda minha vida,  desejei não sonhar. Queria apenas dormir, já que minha vida se resumia em um enorme pesadelo. Mas então, o despertador tocou, e me lembrei de que tinha aula, mas algo estava errado. Se era dia de aula, por que Michelle ainda não havia começado à fazer aqueles barulhos terríveis com o secador que quase jogam a casa no chão?! Abri os olhos e conferi a cama de Michelle: vazia. Me levantei, sem me preocupar muito. Ela devia estar no banheiro ou algo do tipo. Além disso, ainda estava muito mal pelo o que havia acontecido na festa de Jolie. Vesti o mesmo tipo de roupa de sempre, e retornei à minha cama para pegar meu celular. Olhei para o travesseiro, e ele estava totalmente borrado por minhas lágrimas escuras, delineadas, mas rapidamente me levantei novamente, desviando o olhar, por que eu reconhecia, por aquelas lágrimas, que sofria por Matt, mas ao mesmo tempo não queria admitir aquilo, pois pelo o menos uma vez na vida, eu queria ser forte, mas admito: não estava conseguindo.

Desci as escadas. E até pensei em dizer um “bom dia, mãe e pai”, mas me lembrei de que eles estavam viajando. Então apenas peguei minha mochila (que estava muito pesada, como sempre) e sai de casa. A luz queimava meus olhos, ainda ardendo por ter chorado muito, então tive a brilhante ideia de andar olhando para o chão, o que obviamente não foi uma boa alternativa, por que acabei esbarrando, quero dizer, batendo a cara no peito de alguém.

-Bom dia, pequena Val.

Quem mais poderia ser? Jimmy estava bem ali, na minha frente com um enorme sorriso.

-Ah, bom dia Jim..- Eu juro que me esforcei para retribuir a animação, mas obviamente não deu certo.

-Está melhor?

-Na verdade não…

Assim que disse isso, todas as memórias da noite passada voltaram à assombrar minha mente: Matt beijando Jolie, todos rindo de mim na praça… E sinceramente, aquilo me fez lembrar que eu iria ser a piada do dia na escola.

-Não quero te ver assim por um erro dele. Relaxa, vou ficar do seu lado até o fim.- Ele sorriu.

Jimmy tinha um jeito dele, maluco e anormal de fazer as pessoas se sentirem bem com poucas palavras, ou até mesmo sem dizer nada. E ele estava sendo meu apoio. Andamos m ais aproximadamente 10 minutos até que chegamos finalmente na escola. Me despedi brevemente de Jimmy, por que precisava de pegar alguns livros no meu armário.

Fui andando e desviando o olhar de todos até chegar ao corredor onde meu armário ficava.  Assim que cheguei ao meu armário, não pude evitar de olhar para o armário de Matt, que ficava de frente para o meu. Mas essa hipnose teve fim, quando ele surgiu no final do corredor. Eu sentia o cheiro dele de longe, mas tinha que me controlar. E devo admitir, que assim que o vi, senti mais um pedaço de meu coração cair.

-Valary!- Ele veio em minha direção.

-Acho que não tenho mais nada pra falar com você.

-Eu quero te explicar, eu juro…

-Então por que não explica?!

-Para te proteger,Valary. Por que eu a amo! Acredite em mim, por favor… Me entende.

-Entender o que?! Você beijando a Jolie?- O sinal tocou, fazendo um som para ensurdecer qualquer um. - Agora eu tenho aula e…

-O que é isso?!- Ele pegou meu braço. - Cortes?

Agora sim eu consegui parecer fraca. Mas admito que os cortes me deixaram melhor, eram marcas que me lembravam da minha razão, sempre que precisava.

-Não interessa. - Coloquei a mão sob eles.

-Por que fez isso?

-Dá pra me largar, por favor?

-Não. Por que fez isso?

-Te dou 5 segundos pra me soltar.

-Não te solto enquanto não me dizer.

-Droga, Matt! –Toda a minha raiva escorreu por meus olhos. - Por que você foi e ainda é a melhor parte da minha vida! E eu te amava, ou ainda amo! Essas são as marcas que você deixou em mim. Você essa sua porra de traição. Agora me solta!

-Eu sempre vou te amar.

-Me solta.

-Quero que acredite em mim.

-Pede isso pra Jolie.

-Porra, Valary! Você também não ajuda não é?! Tudo bem. Me encontre aqui na hora do intervalo e eu falo.- Ele me soltou e foi pra aula. Mais um mistério, mais uma pergunta sem resposta.

5.9.2013 → reblog + 3 -
Quando sai o capítulo 19? Tô muito curiosa e ansiosa. '-'
Anonymous

Sai em breve <3

to me contorcendo de ansiedade. Quero esse capítulo 19 *w*
Anonymous

Então ducks, estou tendo alguns problemas com meu notebook, por que ele foi ser formatado e não voltou até hoje! Enfim, assim que ele voltar, vou passar à postar mais de um capítulo em um dia, vai ser um modo de me desculpar com vocês, que acompanham a fic pela demora!