Permaneci na sala, olhando para os olhos de Matt, que me aprisionavam cada vez mais. Era algo maravilhoso, mas ao mesmo tempo, senti uma pontada de medo em meu coração. Mas naquele momento, eu estava me sentindo tão feliz e de certa forma, mais forte, que eu não me preocupei.
Passamos mais alguns minutos apenas olhando nos olhos um do outro, quando toda a “conexão” foi quebrada pelo som da campainha.
-Deve ser a minha mãe…- Matt sorriu.
-Tudo bem… Pode ir, não quero que ela fique brava com você. Não hoje…- Brinquei.
Matt se despediu dos meus pais, com a mais óbvia expressão de vergonha estampada em seu rosto. Embora estivesse sorrindo, era possível ver o avermelhado de canto à canto em suas bochechas. Fui até a porta de casa com ele, aonde a sua mãe já o esperava impacientemente.
-Te busco amanhã para ir à escola.- Matt sorriu, me beijou e correu para o carro.
Assim que o carro sumiu no fim da rua, me virei para entrar em casa. E assim que me virei, eu não pude acreditar no que vi. Kenadee e Jolie estavam sentadas do outro lado da rua. Ambas estavam com um sorriso estranho no rosto, e me encaravam.
-Droga…-Falei baixo, procurando a chave de casa no bolso da blusa.
-Vai fugir de novo, Sanders?- Kenadee se levantou.
Por mais que o meu maior desejo naquele momento fosse acabar com ela, eu sabia que eu não era boa em brigas, então apenas me virei, como se não tivesse visto ou ouvido nada e andei até minha casa. Estava bem próxima da porta, quando ouvi os passos de alguém atrás de mim.
-Não me ouviu falando com você, San…
-Ela não sabe como entender latidos, Kena.- Michelle interrompeu.
-Chelle?- Olhei para trás, tentando entender aquele estranho diálogo.
-Fica atrás de mim, Valary.- Michelle falou baixo.
-Michelle Sanders…- Kenadee se aproximou.- Outra vergonha.
-Abra a sua maldita boca novamente para falar da minha família e eu juro Kenadee, eu acabo com toda a sua droga de vida, assim como você fez com a minha vida 2 anos atrás.
Pelos olhos de Michelle escorriam ódio, e apesar de não estar entendendo nada, eu desejei que tudo aquilo continuasse. Não por gostar da situação, mas para finalmente entender o que estava acontecendo. Primeiro, Jimmy e o misterioso papel que Kenadee tanto temia, e agora Michelle com outro segredo? Tudo aquilo estava me massacrando… Mas tentei manter a calma e me concentrar em apenas uma coisa: Não permitir que minha irmã entrasse em uma “guerra”.
-Michelle… Vem.- Segurei o braço dela e a levei para dentro de casa.
Assim que entramos, Michelle se sentou no sofá e passou aproximadamente 10 minutos resmungando e remoendo uma raiva que aparentava não ter fim. Mas tudo o que eu queria, era entender toda a história. Jimmy e Michelle me escondiam alguma coisa, algum segredo. Mas se Kenadee tinha tanto medo de que esses segredos fossem revelados, seriam exatamente estes que me ajudariam à ameaçá-la e à finalmente, me permitir viver minha vida em paz.
| Cade o cap 11 ? :( | ◤ | Anonymous |
Vou postar agora! Fiquem atentos!
| porque vc cria essa histórias? | ◤ | Anonymous |
É só um hobby mesmo!
| cade o capitulo 1 da fic? | ◤ | Anonymous |
Bem aqui : http://pray4rev.tumblr.com/post/39755792885/capitulo-1-pequenas-mudancas-grandes-medos
A mãe de Matt parou o carro, e eu vi nos olhos dele, que na realidade, ele não estava com medo como eu. E aquilo fez com que aos poucos, minha alma se aquietasse, e eu finalmente ficasse mais calma.
-Se seu sogro estiver armado, você sai correndo.- A mãe de Matt brincou.
Ele apenas sorriu um pouco nervoso, saiu do carro, e me deu a mão.
-Está pronta?-Ele olhou para mim.
-S-sim…-Respondi, perdendo aos poucos toda a calma que tinha conseguido depois de um tempo.
Matt segurou minha mão e começamos à andar devagar até a porta da minha casa. Abri a casa, e entramos. Meus pais estavam, por uma maldita falta de sorte minha, na sala de estar, ou seja, bem na entrada da minha casa. E assim que viram que eu estava de mãos dadas com Matt, ambos arregalaram os olhos.
-Ah…Mãe… Pai… Hm… Oi.- Senti todo o meu corpo tremer.
-Oi Valary.-Meu pai disse tentando fingir que não estava queimando em ciúmes, em quanto a minha mãe apenas olhava aquela cena sem reação alguma.
-E-eu… Preciso conversar com vocês.- Sentei no sofá de frente para eles, e Matt sentou ao meu lado.
-Na realidade, eu tenho que falar…-Matt ficou vermelho como eu nunca tinha visto antes.- Eu sou o Matthew…E… Sou da mesma escola e da mesma sala que a Valary… E… Eu… Eu me apaixonei pela sua filha desde o primeiro segundo que a vi.- Ele respirou fundo e segurou minha mão.- Eu posso parecer não ser assim, de apaixonar por uma garota… Mas aconteceu no momento em que vi sua filha. Eu não sou bom com palavras… Não mesmo… Mas a Valary é exatamente tudo o que eu sempre quis, e mais um pouco ainda. E eu tenho um enorme respeito por vocês, e também pela Valary… Então eu quero que vocês permitam… Que eu namore a sua filha.
Depois do que Matt disse, a sala se silenciou por alguns minutos. Meu pai, estava sem reação, olhando fixo para Matt, e minha mãe, estava com os olhos cheios de lágrimas, como se estivesse assistindo uma das novelas dela. Depois de um enorme questionário do meu pai, com perguntas como “Quantos anos você tem?” “O que quer com minha filha?” “Vai casar um dia com ela?”, e outras perguntas totalmente sem noção, que eu prefiro não dizer, veio a tão esperada “sentença”.
-Bom… Eu… Não vejo motivos… Para não permitir que ela fique com você, se vocês se gostam tanto assim… Sim, eu permito que você namore ela. Mas eu quero que seja um namoro descente.
E assim, meu pai ficou por quase meia hora, dizendo o quanto é importante que um namoro seja “descente” e acabou dizendo o que não precisava… Como: “É importante também a camisinha. Quando vocês precisarem, é só pedir. Mas espero que não precisem, porque o certo é não fazer isso até que casem”. Mas para a minha eterna felicidade, minha mãe acabou se cansando do discurso do meu pai, e acabou levando ele para cozinha, deixando eu e Matt sozinhos.
Naquele momento, eu mal podia expressar o que eu estava sentindo. Eu, logo eu, que sempre achei que ficaria até a minha velhice sozinha, acabei achando alguém. É, acho que nesse mundo, as coisas são mais do que inversas. Quando você espera que algo acontece, podem passar um milhão de anos, que nada ocorre como você esperava. Mas quando você acha que não é possível… Sempre tem algo lá no fundo, que diz que você vai conseguir alguma hora. E a prova disso, era que eu tinha Matt. E entre um pensamento e outro, acabei esquecendo totalmente de Kenadee, de suas ameaças, e da sua existência… Eu tinha finalmente achado a solução para minha solidão.
-Conseguimos.-Matt sorriu.
-Conseguimos.- Retribui o sorriso.
Matt se aproximou de mim, e quando faltava exatamente um milímetro para que nos beijássemos, Michelle entrou na sala, e ficou olhando para mim e para Matt, como se estivesse processando lentamente o que estava acontecendo. Eu queria berrar “Sim, estamos namorando, agora vai procurar o Brian”. Mas eu fiz o que eu faço de melhor: ficar calada.
Ela ficou por uns cinco ou seis minutos, apenas olhando para mim e para Matt, quando finalmente, ela decidiu dizer alguma coisa.
-Meu santo Deus, vocês estão namorando?!- Michelle exclamou.
-Sim…-Falei.
-O que eu te falei? Vai ser a Senhora Sanders, e…
Michele foi interrompida pelo grito da minha mãe, que naquele momento, eu poderia interpretar como um grito que me salvou. Ela saiu sem dizer mais nada, e assim como antes de ela atrapalhar todo o clima, ficamos em um silêncio total. E o pior de tudo, é que todo aquele silêncio, acabou trazendo o medo de volta. O medo de todas as ameaças de Kenadee… E principalmente, de perder o que eu acabara de conseguir.
-Vadia…- Jimmy disse baixo enquanto passava por Kenadee.- Valary, você está bem?- Ele se abaixou aonde Matt me abraçava.
-S-sim Jim… Obrigada.
Jimmy se levantou e colocou o papel no bolso, enquanto os olhos de Kenadee acompanhavam o movimento. Mas qual era o segredo que Jimmy falava? Aquela dúvida rondava pela minha cabeça, e fazia com que a curiosidade ficasse cada vez mais difícil de segurar. Jolie segurava o braço de Kenadee e a puxava, mas ela permanecia no mesmo lugar, me observando, sem reação alguma. Era tão diferente quando eu estava do lado de Matt, nada me fazia medo, eu me sentia protegida… Mas os olhos de Kenadee revelavam um ódio que eu desconhecia, e era como se apenas uma palavra que saísse da boca dela fosse como um pesadelo, que eu ainda não sabia como destruir. Entre pensamentos e dúvidas, Matt chamou Jimmy, e disse algo no ouvido dele. Eu não sabia o que era, pois havia sido baixo demais, mas no mesmo segundo, Jimmy fez um “sim” com a cabeça, me carregou, e andou lentamente até o fim do corredor.
Olhei várias vezes pelo ombro de Jimmy, e Matt estava na frente de Kenadee, aparentava discutir com ela, e eu sinceramente, já não sabia mais o que estava acontecendo.
-Ei Val…- Jimmy sorriu.- Relaxe, Matt só está conversando com ela. Ele me disse para te tirar de lá, porque ele não queria que você visse ele estressado e se assustasse.
-Não Jimmy… Volta lá, eu preciso de ficar perto dele, e se alguma coisa acontecer? Me leva de volta…- Por mais que fosse impossível de Kenadee poder fazer algo com Matt, eu não conseguia esquecer o ódio que escorria por seus olhos, e a dor que era percebida em cada palavra que ela dizia. Eu só queria voltar para aquele corredor frio, e mesmo sem conseguir fazer nada contra Jolie ou Kenadee… Eu queria fazer com que nada de ruim acontecesse á Matt.
-Não Valary, eu não posso. Ele me pediu pra ficar com você aqui… E eu não posso fazer o contrário, Matt é meu irmão… E eu sei que ele nunca faria nada para te causar dor. Fique calma… Vai dar tudo certo.
Jimmy me sentou na escada, e depois disso, se silenciou. E aquele silêncio estava me matando lentamente, como se tudo o que eu mais precisasse fosse apenas uma palavra, que quebrasse aquele silêncio, que me sufocava. Eu olhava para o corredor, com a esperança de que a sombra de Matt aparecesse no fim dele… Mas tudo o que eu podia ver, eram os clarões que os raios que iluminavam toda a escada naquela tarde chuvosa. Coloquei as mãos no rosto, e por alguns segundos, me senti como aquela tarde… Era tudo tão escuro, apenas alguns segundos de luz, como se as gotas de chuva fossem as dúvidas, as dores, as vontades de ser alguém, de poder fazer algo, e elas caíam sobre minha cabeça, e pesavam tanto, que eu mal sabia como sair daquela prisão que minha mente me acorrentava.
Depois de alguns minutos, finalmente consegui ver a sombra de Matt no fim do corredor. Ele olhava fixo para o chão, e ao se aproximar de mim, manteve o silêncio, e apenas colocou o braço em volta da minha cintura. Eram tantos problemas naquele dia, que quase me esqueci de que naquele dia Matt iria á minha casa para pedir ao meu pai a permissão para namorar comigo. Na realidade, eu não encarei aquilo como um problema… Mas como um novo início, como se tudo começasse á ter sentido finalmente, a solidão acabaria, e eu não teria mais motivos para me sentir sozinha. Finalmente o silêncio se quebrou quando Jimmy resolveu dizer algo.
-Hoje vai conhecer seu sogro?- Ele riu.
-É, vou sim. Ah, falando nisso, minha mãe vai me buscar… E no caso… A Valary também, se ela quiser… Então…
-Eu sei…-Jimmy interrompeu.- Não podemos nem chegar perto um do outro. Mas que inferno…
-Mas porque?!- Perguntei.
-Meus pais me proíbem de conversar com o Jimmy, porque ele me ensinou á beber.- Matt riu.- E a partir disso, minha mãe disse que eu virei bêbado, e me proibiu de falar com o Jimmy.
-Mas é tudo mentira Val, foi o Matt que me ensinou á beber.- Jimmy falou com um tom irônico.
-Matt te ensinou como você me ensinou á beber na festa do Zacky?- Eu ri, bagunçando o cabelo de Jimmy.
-É, tipo isso…- Jimmy revidou.
Após alguns minutos conversando, o sinal bateu e com ele, a sensação de liberdade. Escolas mais parecem prisões ou aqueles lugares aonde as freiras ficam… São pessoas confinadas, cheias de regras, e mal podem respirar sem ter alguém julgando por algum “erro”. Saímos para fora da escola, e a mãe de Matt o esperava, como se já soubesse que ele poderia estar conversando com Jimmy. A mãe de Matt era uma mulher de estatura média.Não era alta e nem baixa, era magra, com cabelo curto e moreno e olhos verdes.
-Oi mãe… Essa… É… É…-Matt gaguejava com vergonha.
-Valary.- Estendi a mão com um sorriso envergonhado.
-Ah, prazer Valary… E para de gaguejar Matthew… É só sua namorada, futura esposa e mãe dos meus netos.- A mãe de Matt brincou.
-O prazer é meu Sra.Sanders.- Tentei ser educada, mas estava escrito em minha cara que não era o meu costume.
Entramos no carro, e conversamos sobre tantas coisas, que até me esqueci da vergonha. Matt segurava minha mão e entrelaçava nossos dedos, tentando achar algo para se distrair enquanto a mãe dele falava sobre a importância de um “namoro consciente”. Eu mal estava ouvindo o que a mãe dele dizia, e estava me sentindo um pouco mal com isso… Mas os olhos de Matt me prendiam. Eu não conseguia prestar atenção em outra coisa… Mas naquele momento, eu não tinha que me concentrar em outra coisa. Minha vida com Matt estava prestes á começar.
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Tá aqui! Awwn , obrigada bebê, tentamos sempre fazer o melhor!
Naquela noite, tudo estava ocorrendo perfeitamente bem, o que realmente não acontecia a muito tempo. E tudo era por causa de Matt. Então eu comecei á ter certeza de que tinha escolhido a pessoa certa para chamar de minha. Subi para o meu quarto, apenas olhando aquele sorriso estampado no rosto, e aquilo me deixou mais feliz ainda, porque nada melhor do que ver um sorriso verdadeiro no rosto de alguém, que já foi milhões de vezes decepcionado.
-Michelle, você é uma mini vadia.- Brinquei, abraçando ela.
-Mas porque?- Ela segurou minha cintura.
-Eu me distrai um segundo, e você estava agarrando o Brian… Vadiazinha. -Ri, empurrando ela.
-Ei, cala a boca. Cadê o respeito?- Ela riu, me empurrando para revidar.
-Vai dormir, Michelle.
-Boa noite Val.
Troquei de roupa, me deitei, e depois disso, a única coisa que eu ouvia, era o barulho de tecla de celular. Michelle com certeza estaria contando para as amiguinhas dela como foi a noite. Mas eu já não precisava de amigas, porque havia descobrido irmãos. E entre estes irmãos, eu achei o Matt, que passou á ser bem mais do que um amigo apenas.
Eu me virava de um lado para o outro na cama, tentando achar o sono em meio aos cobertores, ou qualquer motivo para disfarçar aquele enorme sorriso em meu rosto. Nada poderia me destruir naquele momento, eu estava tão forte, me sentindo tão feliz, tinha amigos que eram como irmãos, uma pessoa que me amava, e a alegria da minha irmã. Então resolvi apenas me calar, e observar as estrelas pela janela. Na realidade, estrelas para mim não são o que são para as outras garotas… Não foram feitas para fazer pedidos idiotas. Estrelas são formas de mostrar que na escuridão ainda há coisas que aparentam ser pequenas, mas são grandiosas e que dão luz em nossas vidas. As estrelas na minha vida eram Matt, Jimmy, Zach , Brian , Johnny , e obviamente Michelle. Eles eram um pequeno pedaço do paraíso na minha vida, e nada mudaria aquilo. Eu estava forte e confiante. E era o que importava. Depois de alguns minutos observando as estrelas, resolvi me deitar novamente, e finalmente dormi.
No outro dia, como de costume, acordei com o terremoto que minha irmã causava na casa para se arrumar.
-Michelle, você não sabe se arrumar sem barulho?- Falei, colocando o travesseiro sobre a cabeça.
-Mal agradecida, eu só estou te ajudando á acordar na hora…- Michelle rebateu.
-Ah sim, obrigada.- Respondi de forma irônica.
Me levantei, e como sempre, usei uma camisa de banda, calça e all star. E sem motivo nenhum, desci correndo pelas escadas, o que despertou em meus pais certa desconfiança pela minha felicidade.
-Bom dia, pequena.-Minha mãe beijou minha cabeça.-Como foi a festa, Valary?
-Foi boa. Mãe, tem como você e meu pai ficarem aqui até eu voltar? Eu preciso conversar com vocês e…
-Sobre o que?- Meu pai interrompeu.
-Quando eu chegar agente conversa, pai…- Dei um abraço nele e na minha mãe.- Tchau mãe, tchau pai.
-Ei, espera ai…- Minha mãe interrompeu a minha escapada.- Com quem você vai pra escola?!
-Com os garotos… Michelle vai comigo.- Fiquei vermelha.
-Garotos?!- Meu pai quase cuspiu todo o café que estava em sua boca.
-Shh…- Minha mãe segurou a mão dele.- Tudo bem se sua irmã vai com você. Boa aula, filha.
Apenas me virei, e saí com Chelle da casa. Minha mãe aparentava ser muito liberal, muito solta, descontraída… Mas não era. Aquele era só o jeito dela de me deixar confortável o suficiente para confessar algo de “errado” que eu tivesse feito.
Como de costume, os garotos estavam nos esperando para ir para a escola, e de forma surpreendente, Michelle correu para os braços de Brian, enquanto eu caminhava lentamente em direção á Matt.
-Bom dia pequena Valary!- Jimmy bagunçou meu cabelo.- Ou devo dizer,pequena nova bêbada Valary?- Ele riu.
-Bom dia… Grande bêbado James.- Eu ri, tentando chegar até o cabelo de Jimmy, o que era quase impossível, já que com 16 anos ele já era do tamanho de um poste.
-Bom dia,Val.- Matt me puxou e me disparou um beijo.
-B-bom dia, Matt…- Falei enquanto ele me abraçava com as mãos em volta da minha cintura.
-É, Jimmy, você vai ganhar a aposta…- Johnny riu.
-Qual aposta?- Zacky falou enquanto terminava de devorar um bolinho.
-Que o Matt vai casar antes de todos nós.- Jimmy riu.- Você comeu seu cérebro também?!
E depois de risadas e mais risadas, fomos andando lentamente á escola. Brian e Michelle se separaram de nós, já que Michelle era de outra escola. E Brian, como um bom namorado ou ficante, foi levá-la até a escola de Chelle.
Ao chegar na porta da escola, Jolie e Kenadee estavam juntas, apenas observando Matt me abraçar á cada segundo. Eu via o ódio pelos olhos de Kenadee por ela não estar sendo abraçada por Matt naquele momento. Mas eu não podia fazer nada… Porque Matt havia me escolhido. E eu estava feliz com ele.
Depois de dois horários de Matemática seguidos e um de Literatura, o tédio quase me fazia dormir em pé. Mas eu não conseguia dormir perto dos garotos. Eles me faziam rir o tempo todo, como ninguém nunca havia feito.
-Matt… Eu só vou buscar meu livro no meu armário… Já venho…
-Tudo bem,amor. Vou te esperar aqui com os garotos.
Matt me beijou, eu sorri e andei lentamente até aquele corredor escuro, aonde eu havia apanhado no primeiro dia de aula. E como estava chovendo, ele estava escuro, sombrio e silencioso. Um lugar aparentemente perfeito para mim… Mas não era. Eu andava lentamente por ele, tentando apagar as lembranças dos chutes e socos que recebia, enquanto a dor me dominava… Andei um pouco mais rápido, para sair logo daquele lugar. Quando cheguei ao meu armário, eu vi duas sombras no fim do corredor. Eu não conseguia saber quem era… Mas por precaução, resolvi pegar o livro rápido e sair daquele corredor. Mas eu não conseguia. Fiquei paralisada pelo medo, em frente ao meu armário, apenas olhando as sombras se aproximarem mais e mais… E naquele momento, a única coisa que eu queria… Era destruir aquele medo, que me congelava, e que me impedia de sair daquele lugar o mais rápido possível.
-Você acha que vai fugir, Valary?
Uma das sombras gritou, enquanto se aproximava mais, e revelava seu rosto… E então, o pior se revelou. Eram Kenadee e Jolie. Mais uma vez naquele corredor, e eu vi, nos olhos de Kenadee, que o ódio a consumia.
-Não vai fugir pra sempre… Ou melhor… Não vai fugir agora.- Ela riu.- Soube que alguém é a namoradinha nova do Matt…- Ela apertou o meu pescoço no armário.- Vejo que tem memória curta não é?
-Não… Me solta… Me deixa ir embora…- Eu falei, tentando respirar.
-Se você for embora, Valary… Vai ser daqui para o Inferno.
-E se você encostar a mão nela, quem vai para o Inferno aqui é você.- Matt apareceu no fim do corredor.- A raiva quase escorria por seus olhos, e seus passos ficavam cada vez mais fortes em direção á Kenadee, que ainda apertava meu pescoço com força.
-Não se aproxime mais, Matt. Ou eu faço sua namoradinha sofrer de verdade.
-Matt… Fica ai…- Falei, com a voz trêmula.
-Valary… Não se meche…- Matt começou a ficar nervoso, sem saber o que fazer.
-Kenadee!- Jimmy apareceu no fim do corredor, com um papel em suas mãos.- Solta a Valary. Ou eu mostro para todos o seu segredo.
-Você não faria isso…- Ela olhou fixo para o papel.
-Claro que faria. Você não é nada pra mim, Kenadee. O que faria de diferença na minha vida?- Jimmy riu de forma irônica.
Frustrada, o ódio escorreu pelo rosto de Kenadee, que me soltou, me deixando cair no chão. Matt disparou em minha direção e me abraçou forte.
-Valary, me promete que nunca mais vai vir aqui sozinha. Eu não consigo pensar em te perder, ou te ver sofrer de novo.
Naquele momento, apesar de mal conseguir respirar, eu me senti feliz… Porque mais uma vez, eu vi que Matt se preocupava comigo.